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LETRA

Mandei fazer uma canoa, fundo preto e barra clara
Dois remos de guarantã e um varejão de guaiçara
Ai, ai, o apoito pesa uma arroba
Jogo n'água, o bote para

Tenho uma trela de cachorro, o marengo e a caiçara
A Sua especialidade, nove anta e capivara
Ai, ai, solto os bichinhos no rastro
Vai rebentando taquara

Eu tenho uma cartucheira de qualidade bem rara
É uma dois canos trunchados, que até pranchão ela vara
Ai, ai, anta deita na fumaça
Na hora que ela dispara

A anta se apincha n'água, na correnteza não pára
Vai com a cabeça de fora a dois canos dispara
Ai, ai, a bicha prancheia n'água
É só fisgar ela na vara

Do couro eu tranço laço, cabeçada e rédeas caras
A carne eu vendo no açougue, mas pro gasto nóis separa
Ai, ai, também faço meus pagodes
Em noites de lua clara.