Loading...
BIOGRAFIA

Martinho José Ferreira (Duas Barras, 12 de fevereiro de 1938) é um cantor, compositor, escritor e músico brasileiro.

A carreira artística surgiu para o grande público no III Festival da Record, em 1967, quando concorreu com a música "Menina Moça". O sucesso veio no ano seguinte, na quarta edição do mesmo festival, lançando a canção "Casa de Bamba", um dos clássicos de Martinho. O primeiro álbum, lançado em 1969, intitulado Martinho da Vila, já demonstrava a extensão de seu talento como compositor e músico, incluindo, além de "Casa de Bamba", obras-primas como "O Pequeno Burguês", "Quem é Do Mar Não Enjoa" e "Prá Que Dinheiro" entre outras menos populares como "Brasil Mulato", "Amor Pra que Nasceu" e "Tom Maior". Logo tornou-se um dos mais respeitados artistas brasileiros além de um dos maiores vendedores de disco no Brasil, sendo o segundo sambista a ultrapassar a marca de um milhão de cópias com o CD Tá Delícia, Tá Gostoso lançado em 1995 (o primeiro foi Agepê, que em 1984 vendeu um milhão e meio de cópias com seu disco Mistura Brasileira). Destacam-se Zeca Pagodinho, Simone (CD Café com leite, um tributo a Martinho da Vila, 1996) e Alcione como os maiores intérpretes.


Embora internacionalmente conhecido como sambista, com várias composições gravadas no exterior, Martinho da Vila é um legítimo representante da MPB e compositor eclético, tendo trabalhado com o folclore e criado músicas dos mais variados ritmos brasileiros, tais como ciranda, frevo, samba de roda, capoeira, bossa nova, calango, samba-enredo, toada e sambas africanos. O espírito de pesquisador incansável, viaja desde o disco O Canto das Lavadeiras, baseado no folclore brasileiro, lançado em 1989, até o mais recente trabalho Lusofonia, lançado no início de 2000, reunindo canções de todos os países de língua portuguesa. Em setembro de 2000 concretizou, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, um dos projetos mais cultuados: a apresentação do Concerto Negro. Idealizado por Martinho e pelo maestro Leonardo Bruno, o espetáculo enfoca a participação da cultura negra na música erudita. Para cuidar ds diversas atividades, criou o Grupo Empresarial ZFM abrindo as portas para sambistas com um selo musical e inaugurando sua própria editora, com o primeiro romance Joana e Joanes

Martinho já escreveu doze livros.9 10

"Vamos Brincar de política?" (Editora Global, 1986) - Infanto-juvenil
"Kizombas, andanças e festanças" (Léo Christiano Editorial, 1992 / Editora Record, 1998) - Auto Biográfico
"Joana e Joanes, um romance fluminense" (ZFM Editora, 1999) - Romance (Reeditado no mesmo ano em Portugal, pela Eurobrap, sob o título "Romance fluminense")
"Ópera Negra" - (Editora Global, 2001) - Ficção
"Memórias póstumas de Teresa de Jesus" (Editora Ciência Moderna, 2002) - Romance
"Os Lusófonos" (Editora Ciência Moderna, 2006) - Romance
"Vermelho 17" (ZFM Editora, 2007) - Romance
"A Rosa Vermelha e o Cravo Branco" (Lazuli Editora, 2008) - Infantil
"A serra do rola-moça" (ZFM Editora, 2009) - Romance
"A rainha da bateria" (Lazuli Editora, 2009) - Infantil
"Fantasias, Crenças e Crendices" (Ciência Moderna Editora, 2011) - Literatura Musical
"O Nascimento do Samba" (ZFM, 2013) - Literatura Musical