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BIOGRAFIA

Grupo Fundo de Quintal - grupo de pagode criado a partir do bloco carnavalesco Cacique de Ramos no Rio de Janeiro no final dos anos setenta, a madrinha do grupo é cantora e sambista Beth Carvalho.

O grupo inicialmente era composto pelos seguintes músicos: Almir Guineto, Jorge Aragão, Neoci, Sereno, Sombrinha, Ubirajara (Bira Presidente), Ubirany. Arlindo Cruz, Valter Sete Cordas e Cléber entraram mais tarde. Hoje é composto pelos músicos: Ademir Batera, Mário Sérgio, Ronaldinho, Sereno, Bira Presidente e Ubirany. Em 2003, Cléber deixou o grupo para seguir carreira solo.

O grupo destaca-se por usar instrumentos como o banjo, o tam-tam e o repique de mão.

Cacique de Ramos é o nome de um bloco carnavalesco do bairro de Ramos na cidade do Rio de Janeiro. Uma quadra de futebol de salão é o local onde ainda se realizam os ensaios do bloco e também no final dos anos 70, onde se iniciou o maior movimento de samba que já se teve notícia: Os pagodes de Fundo de Quintal. A principal característica de seus componentes é que sempre saem em indumentárias indígenas.

Por muitos anos o Cacique de Ramos desfilou na avenida Rio Branco que era o local onde desfilavam os blocos e o Cacique, sempre vinha na avenida com mais de 10.000 integrantes enquanto os outros blocos nem chegavam nem a metade. Seu maior rival na avenida foi o bloco Bafo da Onça. O Bafo da Onça era comandado por Osvaldo Nunes, cantor compositor, representante e defensor do samba da época. A rivalidade entre Bafo da Onça e Cacique de Ramos era tão grande que quando eles se encontravam na avenida, era sempre caso de polícia. As brigas reinavam em todos os sentidos. Por muitas vezes o Cacique chegava a atrasar o desfile por mais de 4 horas só para pegar o melhor horário e não permitir que o Bafo da Onça fizesse seu carnaval. Se algum componente viesse pela rua com a fantasia do Cacique e alguém do Bafo da Onça com sua fantasia, era melhor um dos dois atravessar a rua, caso contrário seria briga na certa e quem estivesse em desvantagem que arrumasse logo outros parceiros para, pelo menos, poder empatar a briga. Mesmo nestes casos o pessoal do Cacique também saía em vantagem.

O Cacique sempre teve mais nome na avenida e no samba, por causa do seu pagode que acontecia todas as quartas-feiras em sua quadra. Com isso conseguia levar um grande número de pessoas influentes do meio do esporte, televisão e muitos artistas para abrilhantar seu carnaval. Com uma nova roupagem, filosofia, letra, melodia, harmonia essa roda de samba passou a ser especial e cada vez mais comentada em todo o Rio de Janeiro.

Tudo o que havia na época em termos de samba, na roda do Cacique aos pés da Tamarineira, era diferente. Muitos sambistas surgiram desse movimento e atuam até hoje em defesa daquilo que aprenderam a gostar.


O Grupo Fundo de Quintal mantem suas tradições e nunca se utilizou de outros instrumentos alheios a seu prestígio e performance em suas andanças pelo mundo. Quisera esses grupos novos que se intitulam de pagode, seguissem esse mesmo caminho em sua formação musical e instrumental... Sempre prevaleceu o som de cordas e percussão porque esses professores do samba, não necessitam de mais nada, além desses instrumentos para nos fazer cantar e sambar até o sol raiar.

As músicas cantadas na roda eram bem compostas, os versos de improviso eram engraçados e os improvisos dos versadores era belo de se ver. Quem pertenceu e quem pertence ao Grupo Fundo de Quintal é porque tem com certeza algo muito diferente de nós. Não conseguiremos nunca tirar o som desses senhores, nunca comporemos igual a eles pois o som deles é diferente é especial.

Com certeza a raça, a cultura, o poder a harmonia a luz, além de milhares de outras características os fizeram assim. Eles fazem samba porque gostam, sabem e representam compositores do quilate de Candeia, Nelson Cavaquinho, Cartola, Heitor dos Prazeres, Velha Guarda da Portela, Neco do Reco, Pedrinho da Talita, Manoel Português, Pessoal da Serrinha, Ismael Silva, Trindade, Argemiro, Wilson Batista, Moquinha, Pedro Sabão, Adoniram, Pedro Marteleiro, Tia Madalena, Tião Cantador, Wilson Moreira, Nei Lopes, Paulinho da Viola, Noel Rosa, Talismã, Geraldo Filme, e tantos outros. Tornou-se hábito dos artistas do samba, ao gravarem seus discos, irem procurar sambas novos na roda do Cacique dando assim crédito a qualidade dos sambas que se surgiam desse novo movimento.


O pagode já estava bem conhecido e comentado até que Alcir jogador do Vasco da Gama e amigo de Beth Carvalho, (que levou seu produtor Rildo Hora) levou-a para conferir o que havia de diferente naquele samba. Beth foi gostou e passou a ser frequentadora assídua dos pagodes e madrinha do Fundo de Quintal passando, assim, a representar os sambas cantados na quadra do Cacique.

Após conhecer os componentes do Cacique de Ramos, Beth Carvalho convidou-os para atuarem como músicos em seu próximo disco no final de 1977/78, disco esse, que se chamaria Pé no Chão. O nome Fundo de Quintal foi dado por um amigo e antigo produtor musical chamado Valdomiro. Estava assim iniciada a carreira artística do Grupo Fundo de Quintal e após o sucesso do disco de Beth Carvalho, o Grupo Fundo de Quintal no ano de 1980 inicia sua carreira profissional.

O Grupo Fundo de Quintal em seu gênero é o mais premiado. Além de tantos outros prêmios o maior prêmio da Música Popular Brasileira, PRÊMIO SHARP em seus 12 anos de existência tem o Grupo Fundo de Quintal como recordista em premiação: venceu por 10 vezes, sendo 7 consecutivas como o melhor Grupo de Samba. O grupo Fundo de Quintal no início do ano 2001, está com 21 anos de carreira e nesse período vendeu milhões de discos, recebeu por inúmeras vezes vários discos de ouro e vários de platina sendo o primeiro no gênero a atingir vendagem superior a 500.000 cópias.

Possui menções honrosas por seu trabalho e respeito ao samba, tendo inclusive discos ouvidos pelos maiores cantores, produtores, músicos, maestros de todo o mundo como referência do verdadeiro samba.

Hoje a formação atual é: Ronaldinho, Ademir Batera, Bira Presidente, Sereno, Mário Sérgio e Ubirany